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Ansiedade o que Fazer: 10 Pistas e Ajuda Eficaz

Ansiedade
Ansiedade o que fazer: mulher sentada num banco de jardim, de olhos fechados, a respirar com calma ao ar livre

O coração começa a bater mais depressa.

Sente um aperto no peito.

Parece que não consegue respirar normalmente.

A cabeça começa a antecipar tudo o que pode correr mal.

E surge uma pergunta muito simples:

“Tenho ansiedade. O que fazer?”

A ansiedade é uma resposta humana normal perante ameaça, incerteza ou pressão. Pode ajudar-nos a preparar para um exame, reagir perante perigo ou concentrar-nos numa tarefa importante. O problema começa quando se torna demasiado intensa, persistente ou aparece em situações que não representam um perigo proporcional, passando a interferir com o trabalho, o sono, as relações ou a vida quotidiana.

É também uma experiência que pode ser muito física.

A ansiedade pode provocar palpitações, aumento da frequência cardíaca, respiração mais rápida, tensão muscular, tremores, tonturas, suor, desconforto no peito e sensação de falta de ar.

Isso pode criar um problema adicional: sentir o sintoma, assustar-se com ele e aumentar ainda mais a ansiedade.

Palpitação.

“Há alguma coisa errada com o meu coração.”

Mais ansiedade.

Coração ainda mais acelerado.

“Está a piorar.”

Mais medo.

É assim que um sintoma real pode integrar um ciclo de ansiedade.

A boa notícia é que a ansiedade tem tratamento e existem estratégias eficazes para reduzir a sua intensidade e recuperar qualidade de vida. Este guia responde, passo a passo, à pergunta “ansiedade o que fazer”: como reconhecer os sintomas, que estratégias utilizar e quando procurar ajuda.

Ansiedade o que fazer: primeiro, reconhecer os sintomas

Antes de pensar “o que fazer para reduzir ansiedade”, é útil aprender a reconhecer como a ansiedade aparece no seu corpo e na sua mente.

Os sintomas psicológicos podem incluir:

  • preocupação persistente;
  • sensação de que alguma coisa má vai acontecer;
  • dificuldade de concentração;
  • irritabilidade;
  • medo;
  • dificuldade em tomar decisões;
  • pensamentos repetitivos;
  • dificuldade em desligar.

Os sintomas físicos podem incluir:

  • palpitações;
  • coração acelerado;
  • falta de ar;
  • aperto ou desconforto no peito;
  • tremores;
  • transpiração;
  • tonturas;
  • tensão muscular;
  • dores de cabeça;
  • náuseas ou desconforto abdominal;
  • formigueiros;
  • dificuldade em dormir.

O NHS refere precisamente que a ansiedade pode afectar simultaneamente pensamentos, corpo e comportamento, incluindo cansaço, irritabilidade, tremores, tonturas, alterações do sono, dificuldade de concentração, batimentos cardíacos mais fortes ou rápidos e falta de ar.

Isto não significa que todos estes sintomas sejam necessariamente provocados por ansiedade.

Essa distinção é importante.

Ansiedade o que fazer: mulher sentada numa poltrona junto à janela, a respirar devagar com a mão na barriga
Respirar devagar, com a mão na barriga, ajuda a acalmar a falta de ar associada à ansiedade.

Ansiedade o que fazer: compreender o que acontece no corpo

Para perceber o que fazer na ansiedade, ajuda compreender primeiro por que razão ela pode parecer tão física.

Quando o cérebro interpreta uma situação como ameaça, activa mecanismos de sobrevivência.

A frequência cardíaca pode aumentar.

A respiração acelera.

Os músculos ficam tensos.

A atenção concentra-se no possível perigo.

A Harvard Health explica que esta resposta biológica prepara o organismo para reagir, aumentando o batimento cardíaco e a respiração para disponibilizar mais oxigénio aos músculos. Em situações de perigo real, é uma resposta protectora.

O problema é que este sistema também pode ser activado perante uma ameaça percebida.

Uma reunião.

Uma sensação corporal.

Um pensamento.

Uma viagem de avião.

Uma possível doença.

Uma apresentação.

Uma noite sem conseguir dormir.

O corpo pode reagir antes de a pessoa conseguir dizer racionalmente:

“Não estou em perigo.”

E depois a própria reacção física pode tornar-se uma nova fonte de medo.

Ansiedade o que fazer: falta de ar, ansiedade e respiração

A pesquisa “falta de ar ansiedade o que fazer” é particularmente frequente porque a sensação de não conseguir respirar correctamente pode ser assustadora.

A ansiedade pode alterar o ritmo respiratório.

Quando respiramos demasiado depressa ou profundamente, pode ocorrer hiperventilação. A Psychology Today refere que esta alteração pode contribuir para sintomas como desconforto no peito, tonturas, sensação de desmaio e formigueiros.

Nesses momentos, tentar abrandar suavemente a respiração pode ajudar.

A Beyond Blue sugere, por exemplo, inspirar devagar contando até três e expirar lentamente também até três.

O objectivo não é obrigar-se a fazer inspirações enormes.

É precisamente o contrário: reduzir o ritmo e deixar que a respiração se torne mais regular.

Há, contudo, uma regra fundamental.

Não deve assumir automaticamente que a falta de ar é ansiedade.

O próprio NHS recomenda procurar avaliação médica quando não é possível perceber se a falta de ar resulta de ansiedade ou quando existem preocupações sobre outros sintomas.

Falta de ar nova, intensa ou persistente, sobretudo quando acompanhada de dor no peito, desmaio, confusão ou outros sinais preocupantes, deve ser avaliada clinicamente.

Ansiedade o que fazer: palpitações e aperto no peito

Palpitações e aperto no peito também podem acompanhar ansiedade.

Durante uma resposta de alarme, é normal que o coração acelere. A APA inclui frequência cardíaca rápida, suor, tremores e falta de ar entre os sintomas que podem surgir nos ataques de pânico.

Mas existe um erro perigoso:

“Tenho ansiedade, portanto qualquer dor no peito é ansiedade.”

Não.

A ansiedade é uma possível explicação.

Não é a única.

Se existe dor no peito nova, intensa, persistente ou diferente da habitual, sobretudo acompanhada por dificuldade respiratória importante, desmaio ou outros sintomas preocupantes, deve procurar avaliação médica urgente.

Em Portugal, perante uma emergência, contacte o 112.

Depois de causas médicas relevantes terem sido avaliadas, pode fazer sentido estudar se existe um padrão de ansiedade associado às sensações físicas. Só então a pergunta “ansiedade o que fazer” passa a ter uma resposta mais segura.

Ansiedade o que fazer: quando começa um ataque de pânico

Um ataque de pânico é uma experiência particularmente intensa.

Pode surgir subitamente e provocar:

  • coração acelerado;
  • falta de ar;
  • tremores;
  • suor;
  • sensação de sufoco;
  • tonturas;
  • desconforto no peito;
  • medo de perder o controlo;
  • ou medo de morrer.

A APA descreve a perturbação de pânico como envolvendo ataques recorrentes acompanhados por sintomas físicos intensos e refere que muitas pessoas começam depois a recear o próximo ataque, alterando ou restringindo actividades para tentar evitá-lo.

Aqui pode nascer um segundo problema.

O primeiro ataque é assustador.

Depois aparece:

medo de voltar a ter medo.

A pessoa começa a vigiar o coração.

A respiração.

Os locais onde existe saída.

A distância até casa.

Evitam-se transportes.

Restaurantes.

Centros comerciais.

Exercício físico.

A curto prazo, evitar produz alívio.

A longo prazo, pode ensinar ao cérebro:

“Só não aconteceu nada porque evitei.”

É uma das razões pelas quais o evitamento pode alimentar ansiedade em vez de a resolver. Por isso, perante um ataque de pânico, a resposta a “ansiedade o que fazer” raramente passa por fugir.

Ansiedade o que fazer: tentar que a ansiedade vá embora pode piorá-la?

A pesquisa “o que fazer para ansiedade ir embora” contém uma armadilha interessante.

Quanto mais a pessoa exige:

“Tenho de acabar já com esta sensação”,

mais ameaçadora a própria ansiedade pode parecer.

Imagine que sente o coração acelerar.

Pensa:

“Não posso sentir isto.”

Começa a vigiar.

“Continua acelerado.”

Tenta controlar.

“Porque não está a passar?”

O foco aumenta.

O medo aumenta.

A sensação torna-se ainda mais importante.

O objectivo inicial não precisa de ser eliminar imediatamente toda a ansiedade.

Pode ser:

reduzir a reacção à ansiedade e deixar o organismo recuperar.

Em alguns casos, aceitar temporariamente a presença da sensação — “isto é desconfortável, mas consigo permanecer aqui enquanto passa” — pode ser mais útil do que entrar numa luta permanente contra cada manifestação do corpo. Esta é uma das respostas mais úteis a “ansiedade o que fazer” quando a sensação é intensa.

Ansiedade o que fazer: mulher de costas a subir uma escadaria de pedra, um passo de cada vez, rumo à luz
Enfrentar aos poucos o que evitamos reduz a ansiedade com o tempo.

Ansiedade o que fazer: parar de evitar tudo o que provoca ansiedade

Um dos princípios mais importantes no tratamento da ansiedade é compreender o papel do evitamento.

Imagine que tem medo de falar numa reunião.

Evita falar.

Sente alívio.

O cérebro aprende:

“Evitar protegeu-me.”

Na reunião seguinte, a ansiedade aumenta.

Volta a evitar.

O medo consolida-se.

A Beyond Blue e o NHS alertam para este mecanismo: evitar repetidamente situações que provocam ansiedade pode produzir alívio no curto prazo, mas contribuir para ansiedade maior no longo prazo. A exposição gradual e segura às situações temidas pode ajudar a quebrar esse ciclo.

Isto não significa atirar-se deliberadamente para a situação mais assustadora.

Pode significar avançar por pequenos passos: em ansiedade o que fazer, a exposição gradual costuma funcionar melhor do que um salto brusco.

Se falar em público provoca ansiedade, o primeiro passo não precisa de ser apresentar uma conferência perante 500 pessoas.

Pode ser fazer uma pergunta numa reunião pequena.

Depois apresentar durante dois minutos.

Depois cinco.

O objectivo é ensinar ao cérebro através da experiência:

“Consigo sentir ansiedade e continuar.”

Ansiedade o que fazer: perceber os pensamentos que alimentam o medo

A ansiedade não acontece apenas no corpo.

Também acontece na interpretação.

Imagine duas pessoas com a mesma palpitação.

A primeira pensa:

“Bebi demasiado café.”

A segunda pensa:

“Estou a ter um enfarte.”

A sensação corporal pode ser semelhante.

A experiência emocional não será.

A Beyond Blue salienta que a ansiedade pode levar a sobrevalorizar o perigo e subestimar a própria capacidade para lidar com a situação. Recomenda observar os pensamentos e confrontá-los com os factos disponíveis.

Isto não significa repetir:

“Vai correr tudo bem.”

Significa perguntar:

“Qual é a evidência?”

“Estou a tratar uma possibilidade como uma certeza?”

“Qual seria uma explicação alternativa?”

“O que diria a outra pessoa na mesma situação?”

“Estou a prever o futuro ou a descrevê-lo?”

Esta é uma das áreas trabalhadas na Terapia Cognitivo-Comportamental. Para muitas pessoas, é uma parte essencial da resposta a ansiedade o que fazer.

Ansiedade o que fazer: hipocondria e medo das sensações corporais

A ansiedade pode tornar-se especialmente intensa quando está centrada na saúde.

Uma palpitação.

Google.

“Palpitações causas.”

Surge uma doença grave.

A pessoa começa a observar o coração.

Nota mais palpitações.

Fica ansiosa.

O coração acelera.

Procura novamente.

Marca consulta.

Obtém um resultado normal.

Sente alívio.

Durante algumas horas.

Depois pensa:

“E se o exame falhou?”

Este padrão pode aparecer na ansiedade relacionada com a saúde, muitas vezes chamada hipocondria na linguagem corrente.

O problema não é inventar sintomas.

As sensações podem ser reais.

O problema pode estar na interpretação, na vigilância constante e na necessidade repetida de obter certeza absoluta.

Quando existe este padrão, pesquisar continuamente sintomas, verificar repetidamente o corpo ou procurar confirmação constante pode produzir alívio temporário sem resolver o medo de fundo.

A terapia pode trabalhar precisamente essa relação entre sensação, interpretação, ansiedade e comportamento.

Ansiedade o que fazer: ansiedade no trabalho e sensação de sobrecarga

A pesquisa “ansiedade no trabalho o que fazer” pode esconder problemas muito diferentes.

Medo de falhar.

Perfeccionismo.

Conflitos.

Carga excessiva.

Receio de avaliações.

Pressão de prazos.

Dificuldade em dizer não.

Medo de falar em reuniões.

Ou preocupação constante mesmo depois de terminar o horário.

A ansiedade pode prejudicar a capacidade de funcionar profissionalmente, assim como o desempenho escolar, as relações e a vida social.

Um primeiro passo pode ser identificar qual é exactamente a ameaça percebida.

“Tenho ansiedade no trabalho” é demasiado amplo.

“Tenho medo de cometer um erro e ser considerado incompetente” já é mais específico.

“Não consigo dizer não e estou com três vezes mais trabalho do que consigo realizar” é outro problema.

“Entro em pânico antes de apresentações” é outro.

Problemas diferentes exigem intervenções diferentes: ansiedade o que fazer no trabalho não é o mesmo que ansiedade o que fazer antes de dormir.

Um diário breve com situações, pensamentos, emoções e reacções pode ajudar a perceber padrões. O NHS e a Beyond Blue recomendam precisamente registar os momentos de maior e menor ansiedade para identificar desencadeadores e estratégias úteis.

Ansiedade o que fazer: ansiedade na hora de dormir e pensamentos que não param

A pesquisa “ansiedade na hora de dormir o que fazer” é particularmente compreensível.

Durante o dia existem tarefas.

Conversas.

Trabalho.

Ruído.

À noite desaparecem muitas distracções.

E os pensamentos ganham espaço.

“E amanhã?”

“E aquele problema?”

“Tenho de dormir.”

“São duas da manhã.”

“Se não dormir agora, amanhã vai ser horrível.”

A preocupação com não dormir pode tornar-se uma nova fonte de activação.

Uma estratégia utilizada para reduzir a invasão da preocupação é definir um período específico durante o dia para pensar e escrever sobre os problemas. O NHS e a Beyond Blue sugerem reservar um “tempo para preocupações”, evitando que estas ocupem indiscriminadamente todo o dia.

Também podem ajudar rotinas regulares, redução de estímulos antes de dormir e exercícios de relaxamento.

Mas se a insónia se tornou persistente, merece avaliação própria.

Nem todo o problema de sono se resolve simplesmente “relaxando”.

Ansiedade o que fazer: ansiedade extrema precisa de tratamento?

A pesquisa “ansiedade extrema o que fazer” merece uma resposta clara.

Se a ansiedade está a impedir a pessoa de trabalhar, estudar, sair de casa, dormir, utilizar transportes ou manter relações, não é necessário continuar a tentar resolvê-la apenas através de dicas encontradas na Internet.

A Cleveland Clinic salienta que uma perturbação de ansiedade se distingue da preocupação ocasional quando a ansiedade passa a interferir com o funcionamento, as respostas são desproporcionadas às situações e a pessoa tem dificuldade em controlá-las.

O tratamento pode envolver psicoterapia e, em alguns casos, medicação prescrita e acompanhada por um médico.

Ansiedade intensa não significa falta de força de vontade.

E não precisa de ser “vencida” sozinho.

Ansiedade o que fazer: o que fazer para reduzir ansiedade no dia-a-dia?

Existem várias estratégias que podem ajudar a reduzir a ansiedade.

Não funcionam todas da mesma maneira para todas as pessoas, e não substituem tratamento quando existe uma perturbação de ansiedade.

Mas podem integrar uma estratégia mais ampla:

  • manter actividade física regular;
  • reduzir fontes evitáveis de stress;
  • praticar respiração lenta;
  • utilizar relaxamento muscular;
  • identificar pensamentos ansiosos;
  • escrever preocupações;
  • manter contacto social;
  • reduzir o evitamento, enfrentando gradualmente situações temidas;
  • cuidar do sono;
  • moderar cafeína quando esta agrava os sintomas.

A Beyond Blue recomenda, entre outras estratégias, respiração lenta, relaxamento muscular progressivo, actividade física, contacto social, contacto com a natureza, exposição gradual, análise dos pensamentos e períodos estruturados para preocupação.

A Cleveland Clinic acrescenta que técnicas de gestão de stress, mindfulness, exercício e redução de cafeína podem ajudar no controlo dos sintomas.

Mas há uma diferença entre:

gerir um momento de ansiedade

e:

tratar aquilo que faz a ansiedade regressar continuamente.

É aí que a psicoterapia se torna particularmente importante.

Ansiedade o que fazer: a Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar?

Sim.

A Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC, é uma das abordagens mais utilizadas no tratamento das perturbações de ansiedade.

A APA explica que os psicólogos podem ajudar a identificar factores que contribuem para a ansiedade e trabalhar os pensamentos e comportamentos que ajudam a mantê-la. Os tratamentos comportamentais apresentam eficácia elevada no tratamento das perturbações de ansiedade, isoladamente ou combinados com medicação quando esta é indicada.

Na prática, a TCC pode trabalhar:

  • pensamentos catastróficos;
  • evitamento;
  • comportamentos de segurança;
  • medo de sensações corporais;
  • preocupação persistente;
  • exposição gradual;
  • regulação da ansiedade;
  • e prevenção de recaídas.

Imagine alguém que evita elevadores por medo de ter um ataque de pânico.

A solução terapêutica não é simplesmente:

“Não pense nisso.”

Pode ser compreender o medo, identificar as previsões catastróficas e construir uma exposição gradual e controlada até que o cérebro deixe de tratar o elevador como uma ameaça intolerável.

A ansiedade diminui não apenas porque a pessoa aprendeu uma técnica.

Diminui porque aprendeu uma coisa nova sobre o perigo.

Ansiedade o que fazer: quem tem ansiedade precisa sempre de medicação?

Não.

A expressão “o que fazer quem tem ansiedade” não tem uma única resposta terapêutica.

Há pessoas que beneficiam de psicoterapia sem medicação.

Noutras situações, a medicação pode fazer parte do tratamento.

A Cleveland Clinic refere psicoterapia e medicamentos entre as intervenções utilizadas nas perturbações de ansiedade, sendo o plano adaptado à situação de cada pessoa.

A decisão sobre tratamento farmacológico deve ser feita com um médico.

O psicólogo não prescreve medicamentos.

Também não é correcto pensar:

“Se preciso de medicação, a psicoterapia falhou.”

São instrumentos diferentes.

Em determinados casos podem ser utilizados em conjunto.

Ansiedade o que fazer: quando procurar um psicólogo?

Não é necessário esperar pela ansiedade extrema para procurar ajuda.

Pode fazer sentido marcar consulta quando:

  • a preocupação ocupa grande parte do dia;
  • os sintomas físicos assustam repetidamente;
  • está a evitar situações;
  • o sono foi afectado;
  • existem ataques de pânico;
  • a ansiedade prejudica o trabalho;
  • as relações estão a sofrer;
  • passa muito tempo a vigiar o corpo;
  • procura constantemente garantias de que não existe uma doença;
  • ou sente que a vida está progressivamente a organizar-se em torno da ansiedade.

A Harvard Health recomenda procurar ajuda quando a ansiedade é persistente, excessiva ou aparece repetidamente perante situações que não representam uma ameaça real proporcional.

Não precisa de saber antecipadamente que perturbação tem.

Essa avaliação faz parte do processo.

Ansiedade o que fazer: mulher na cama, à luz de um candeeiro, a escrever as preocupações num caderno antes de dormir
Escrever as preocupações num caderno ajuda a acalmar a mente antes de dormir.

Ansiedade o que fazer: quando também é importante procurar avaliação médica?

Um princípio simples ajuda:

nem tudo o que acontece a uma pessoa ansiosa é causado pela ansiedade.

Palpitações podem ocorrer com ansiedade.

Mas também têm outras causas.

Fadiga pode ocorrer com ansiedade.

Mas também tem outras causas.

Falta de ar pode ocorrer num ataque de pânico.

Mas também pode indicar problemas respiratórios, cardíacos ou outras condições.

A Cleveland Clinic refere que não existe uma análise de sangue ou exame de imagem que diagnostique uma perturbação de ansiedade e que, em alguns casos, são realizados exames para excluir condições físicas capazes de explicar os sintomas.

Por isso, sintomas físicos novos, persistentes, intensos ou atípicos devem ser adequadamente avaliados.

Não é necessário escolher entre:

“É físico”

ou:

“É psicológico”.

As duas dimensões podem ser avaliadas. Em ansiedade o que fazer, avaliar ambas é o caminho mais seguro.

Ansiedade o que fazer: quando é uma emergência?

A ansiedade pode ser extremamente desconfortável sem representar uma emergência.

Mas algumas situações exigem ajuda imediata.

Se existe intenção de suicídio, plano de auto-agressão, incapacidade de garantir a própria segurança, perda importante de contacto com a realidade ou outro perigo imediato, não deve aguardar simplesmente por uma consulta de psicologia.

Em Portugal, perante uma emergência, contacte o 112.

Também perante sintomas físicos potencialmente graves — por exemplo, dor no peito intensa ou nova, falta de ar importante, desmaio ou sintomas neurológicos súbitos — deve procurar ajuda médica urgente em vez de concluir que se trata apenas de ansiedade.

Primeiro garante-se a segurança.

Depois trabalha-se a ansiedade.

Ansiedade o que fazer: como a Sua Clínica pode ajudar?

Na Sua Clínica, a ansiedade e o pânico são apresentados como um dos principais motivos de consulta. O acompanhamento psicológico procura compreender os factores que desencadeiam e mantêm a ansiedade e ajudar a recuperar capacidade para lidar com pensamentos, sensações e situações que se tornaram difíceis.

A equipa integra psicólogos inscritos na Ordem dos Psicólogos Portugueses, com diferentes áreas de intervenção e abordagens, incluindo profissionais que trabalham com Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia de Aceitação e Compromisso, Mindfulness, Terapia Sistémica e outras modalidades.

Actualmente, a Sua Clínica realiza consultas de Psicologia online por videochamada, enquanto decorre a remodelação do espaço de Cascais. O website anuncia o regresso das consultas presenciais após a reabertura da clínica.

Não precisa de chegar à primeira consulta sabendo exactamente se aquilo que sente é ansiedade generalizada, pânico, hipocondria ou outro problema.

Pode começar simplesmente por descrever aquilo que acontece.

Ansiedade o que fazer: como marcar uma consulta?

Se a pergunta “ansiedade o que fazer” já se transformou numa presença constante na sua vida, pode marcar directamente uma consulta de Psicologia na Sua Clínica.

Não necessita de referência do médico de família.

Pode escolher um profissional através do corpo clínico ou, se não souber que psicólogo é mais adequado, falar com a Sofia, a assistente virtual da Sua Clínica. O website explica que a Sofia conhece os serviços e os profissionais da clínica, pode ajudar a seleccionar um psicólogo e efectuar a marcação dentro da conversa. Também deixa claro que se trata de uma ferramenta de inteligência artificial e que não substitui aconselhamento clínico profissional.

Pode começar com uma frase simples:

“Tenho ataques de pânico.”

“Tenho palpitações e fico com medo.”

“Sinto falta de ar quando estou ansioso.”

“Não consigo dormir porque não paro de pensar.”

“Estou sempre preocupado com doenças.”

“Tenho ansiedade no trabalho.”

Não precisa de apresentar um diagnóstico.

Precisa de explicar aquilo que está a acontecer.

Ansiedade o que fazer: psicóloga a ouvir com atenção uma paciente numa consulta de terapia, numa sala acolhedora
A terapia cognitivo-comportamental é um dos tratamentos com mais evidência para a ansiedade.

Ansiedade o que fazer: o essencial para começar a recuperar

Se chegou aqui porque pesquisou “ansiedade o que fazer”, há algumas ideias importantes a guardar.

A ansiedade é uma resposta natural.

O problema não é sentir ansiedade alguma vez.

O problema surge quando a resposta se torna demasiado intensa, persistente ou desproporcionada e começa a limitar a vida.

Pode manifestar-se através de pensamentos.

Mas também através do corpo.

Palpitações.

Aperto no peito.

Respiração rápida.

Falta de ar.

Tonturas.

Tensão.

Insónia.

E estas sensações podem, por sua vez, alimentar novos pensamentos de perigo.

O ciclo pode ser:

sensação → interpretação de ameaça → ansiedade → intensificação da sensação → mais medo.

Durante um episódio de ansiedade, a resposta imediata a “ansiedade o que fazer” pode passar por abrandar a respiração, regressar ao momento presente, questionar pensamentos catastróficos e reduzir comportamentos de evitamento.

No longo prazo, porém, a pergunta mais importante talvez não seja:

“O que fazer para ansiedade ir embora?”

Pode ser:

“O que está a ensinar o meu cérebro a continuar a tratar estas situações como perigosas?”

Às vezes é o evitamento.

Outras vezes é a vigilância constante do corpo.

Pode ser a necessidade permanente de certeza.

A procura repetida de confirmação.

O medo do próximo ataque de pânico.

Pensamentos catastróficos.

Ou uma combinação destes factores.

É precisamente aí que a psicoterapia pode fazer a diferença: não apenas reduzir a ansiedade no momento, mas compreender e modificar os mecanismos que fazem com que ela continue a regressar.

E há uma última ideia importante.

O objectivo de tratar ansiedade não é necessariamente construir uma vida em que nunca volte a sentir medo, preocupação ou activação física.

Isso não seria realista.

O objectivo é diferente.

Conseguir sentir ansiedade sem deixar que seja a ansiedade a decidir como vive.