“Ele já não fala connosco.”
“Passa o dia fechado no quarto.”
“Era um bom aluno e as notas caíram.”
“Não sei se isto é adolescência ou depressão.”
“Está constantemente irritado.”
“Diz que não quer ir à escola.”
“Passa horas no telemóvel e deixou de estar com os amigos.”
“Quando tento perguntar o que se passa, responde que não tem nada.”
A adolescência é uma fase de mudança. Isso significa que alguma instabilidade emocional, procura de autonomia, conflito com os pais, maior importância atribuída aos amigos e questionamento da própria identidade são esperados.
O problema é que esta realidade cria uma dificuldade para muitas famílias:
quando é que estamos perante uma adolescência normal e quando é que existe sofrimento psicológico que merece ajuda?
É precisamente aqui que a pesquisa “adolescentes psicologia” ganha sentido.
A Psicologia Clínica da criança e do adolescente não olha apenas para um sintoma isolado. Considera desenvolvimento, família, escola, relações, comportamento, emoções e contexto social. O American Board of Professional Psychology descreve a Psicologia Clínica da Criança e do Adolescente como uma especialidade centrada na avaliação, intervenção e consulta com crianças, adolescentes e famílias.
A Universidade de Berna acrescenta uma perspectiva particularmente importante: os problemas psicológicos na infância e adolescência devem ser compreendidos de forma desenvolvimental e sistémica, isto é, considerando tanto a fase de desenvolvimento como os sistemas em que o jovem vive.
O objectivo, portanto, não é transformar qualquer conflito adolescente num diagnóstico.
É perceber quando determinado comportamento é uma fase – e quando é um sinal.
Adolescentes Psicologia: O Que É a Psicologia do Adolescente?
A psicologia do adolescente estuda e intervém nas mudanças emocionais, cognitivas, comportamentais e relacionais que ocorrem durante a adolescência.
É diferente de tratar um adolescente como se fosse simplesmente uma criança mais velha ou um adulto mais novo.
A adolescência envolve desafios próprios:
- construção da identidade;
- desenvolvimento da autonomia;
- relação com os pais;
- pertença ao grupo;
- primeiras relações afectivas;
- imagem corporal;
- sexualidade;
- pressão académica;
- decisões sobre o futuro;
- exposição às redes sociais;
- maior capacidade de assumir riscos;
- necessidade crescente de privacidade.
A Psicologia Clínica da criança e do adolescente abrange precisamente desenvolvimento, diagnóstico, prevenção e tratamento de problemas psicológicos específicos destas fases da vida.
Por isso, numa consulta de psicologia para adolescentes, a pergunta raramente é apenas:
“Que sintomas tens?”
Também é:
“Como está a tua vida?”

Adolescentes Psicologia: O Que É Normal Mudar Durante a Adolescência?
Uma das tarefas mais delicadas em adolescentes psicologia é distinguir desenvolvimento normal de sofrimento clinicamente relevante.
Um adolescente pode começar a querer passar menos tempo com os pais.
Normal.
Pode discordar mais.
Normal.
Pode querer maior privacidade.
Também normal.
Pode experimentar estilos, interesses, grupos e maneiras diferentes de se apresentar ao mundo.
Faz parte da construção da identidade na adolescência.
O problema não é existir mudança.
É a combinação entre intensidade, duração e impacto.
Um adolescente pode passar um fim-de-semana fechado no quarto depois de uma discussão.
É diferente de abandonar amigos, actividades, escola e família durante semanas enquanto apresenta tristeza persistente, desesperança ou perda marcada de interesse.
O NHS salienta precisamente a dificuldade que os pais podem sentir em distinguir comportamentos típicos da adolescência de sinais de um problema de saúde mental e chama a atenção para alterações persistentes do humor, perda de interesse e outros sinais de depressão.
Adolescentes Psicologia: Quais São os Sinais de Que Alguma Coisa Pode Não Estar Bem?
Em adolescentes psicologia, não existe um único sinal que demonstre que o jovem precisa de terapia.
O que importa é o padrão.
Pode justificar atenção uma mudança persistente como:
- isolamento social;
- deixar de estar com amigos;
- irritabilidade muito intensa;
- tristeza persistente;
- ansiedade frequente;
- ataques de pânico;
- alterações relevantes do sono;
- perda ou aumento significativo do apetite;
- quebra acentuada do rendimento escolar;
- recusa escolar;
- perda de interesse por actividades anteriormente importantes;
- dificuldades de concentração;
- comportamento muito impulsivo;
- conflitos familiares constantes;
- consumo de álcool ou drogas;
- comportamentos de risco;
- auto-agressão;
- comentários recorrentes sobre morte, inutilidade ou ausência de futuro.
O National Institute of Mental Health e outras instituições de saúde mental recomendam atenção quando mudanças emocionais ou comportamentais persistem e começam a interferir com escola, relações ou funcionamento quotidiano.
Uma mudança não precisa de ser dramática para ser importante.
Por vezes, o primeiro sinal é simplesmente:
“Ele deixou de ser ele.”
Adolescentes Psicologia: Como Aparece a Ansiedade em Adolescentes?
A ansiedade em adolescentes nem sempre se apresenta através da frase:
“Estou ansioso.”
Pode aparecer como:
“Não quero ir.”
“Não consigo.”
“Dói-me a barriga.”
“Vou reprovar.”
“Eles vão gozar comigo.”
“Não consigo respirar.”
“Não quero apresentar o trabalho.”
O adolescente pode apresentar preocupação excessiva, medo de falhar, necessidade constante de confirmação, sintomas físicos, evitamento ou ataques de pânico.
Pode começar a faltar à escola.
Evitar apresentações.
Não entrar em transportes.
Recusar festas.
Passar horas a rever trabalhos.
A ansiedade torna-se clinicamente relevante quando deixa de ser apenas uma resposta proporcional a uma dificuldade e começa a restringir a vida.
O CDC salienta que ansiedade em crianças e adolescentes pode manifestar-se através de medos e preocupações persistentes e que uma avaliação deve considerar também o contexto familiar e acontecimentos como stress, trauma, violência, abuso ou bullying.
Adolescentes Psicologia: Ansiedade Infantil Pode Continuar na Adolescência?
Sim.
No contexto de adolescentes psicologia, é importante conhecer a história anterior.
Uma ansiedade infantil não desaparece automaticamente porque a criança entrou na adolescência.
Um jovem que desde pequeno evitava situações sociais pode tornar-se um adolescente extremamente preocupado com julgamento dos colegas.
Uma criança com ansiedade de separação pode desenvolver outros medos.
Um historial de perfeccionismo pode tornar-se particularmente difícil quando aumenta a exigência escolar.
É por isso que a avaliação clínica pergunta frequentemente:
“Isto começou agora ou já existia antes?”
A adolescência pode introduzir novos problemas, mas também pode amplificar vulnerabilidades anteriores.
Adolescentes Psicologia: Como Reconhecer Depressão em Adolescentes?
A depressão em adolescentes pode parecer diferente da imagem clássica de um adulto constantemente triste.
Pode surgir muita irritabilidade.
O adolescente parece zangado com todos.
Responde agressivamente.
Fecha-se no quarto.
Deixa de estudar.
Dorme demasiado – ou quase não dorme.
Abandona actividades.
Afasta-se.
Pode dizer:
“Não me apetece nada.”
“Não vale a pena.”
“Sou uma porcaria.”
O NHS inclui humor persistentemente baixo, irritabilidade, perda de interesse, cansaço, dificuldades de concentração e sentimentos negativos em relação a si próprio entre os possíveis sinais de depressão em jovens.
Irritabilidade não significa necessariamente depressão.
Mas também não deve ser sempre descartada como:
“É da idade.”
A pergunta importante é:
o que mudou e quanto está isto a afectar a vida do adolescente?
Adolescentes Psicologia: Porque o Isolamento Social Merece Atenção?
O isolamento social é particularmente importante em adolescentes psicologia porque as relações com os pares ocupam normalmente um lugar significativo nesta fase.
Querer ficar sozinho de vez em quando é perfeitamente normal.
O sinal preocupante pode ser uma mudança:
antes saía;
agora não.
Antes falava com amigos;
agora evita todos.
Antes jogava futebol;
agora desistiu.
O isolamento pode estar relacionado com depressão, ansiedade social, bullying, baixa auto-estima, dificuldades relacionais ou simplesmente um acontecimento que a família ainda desconhece.
Pode também existir uma aparente contradição:
o adolescente passa horas ligado às redes sociais, mas sente-se profundamente sozinho.
Presença digital não significa necessariamente ligação emocional.
O trabalho psicológico procura perceber não apenas quanto o jovem socializa, mas aquilo que está a acontecer nas relações.

Adolescentes Psicologia: Como o Bullying na Adolescência Pode Afectar a Saúde Mental?
O bullying na adolescência pode afectar ansiedade, humor, auto-estima, segurança e relação com a escola.
O adolescente pode não contar.
Pode sentir vergonha.
Temer represálias.
Acreditar que os pais vão piorar a situação.
Ou pensar:
“Se disser que estou a ser gozado, vou parecer fraco.”
Os sinais podem aparecer indirectamente:
“Estou doente, não quero ir à escola.”
“Perdi outra vez o casaco.”
“Não tenho fome.”
“Não quero ir àquela aula.”
“Já não falo com eles.”
O CDC identifica ser vítima de bullying ou rejeição pelos pares como um dos factores associados a maior risco de ansiedade e depressão em crianças e adolescentes.
Perante uma mudança súbita de comportamento escolar ou social, perguntar sem acusar pode ser muito mais útil do que pressionar.
Adolescentes Psicologia: Como a Baixa Auto-Estima Aparece nos Adolescentes?
A baixa auto-estima em adolescentes pode aparecer de formas muito diferentes.
“Sou feio.”
“Sou burro.”
“Ninguém gosta de mim.”
“Todos são melhores.”
Mas também através de perfeccionismo:
“Se não tiver 18, falhei.”
Ou através de evitamento:
“Nem tento porque sei que vou perder.”
Nesta fase, o adolescente começa frequentemente a comparar-se mais com os outros.
Corpo.
Notas.
Popularidade.
Relações.
Roupa.
Seguidores.
Desempenho desportivo.
A comparação constante pode transformar inseguranças normais numa visão muito negativa de si próprio.
Na psicoterapia para adolescentes, o trabalho pode ajudar a distinguir:
“falhei nesta situação”
de
“sou um fracasso”.
É uma diferença pequena na frase e enorme psicologicamente.
Adolescentes Psicologia: Como Surgem os Problemas de Comportamento em Adolescentes?
Os problemas de comportamento em adolescentes podem ser uma das principais razões pelas quais os pais procuram ajuda.
Discussões.
Mentiras.
Desafio constante.
Agressividade.
Quebra de regras.
Fugas de casa.
Consumo.
Comportamentos de risco.
Mas existe uma pergunta clínica essencial:
o que está o comportamento a comunicar?
Uma explosão pode ser simplesmente uma explosão.
Mas pode também surgir num adolescente com ansiedade, PHDA, dificuldades escolares, depressão, trauma, problemas familiares ou rejeição pelos pares.
Isso não significa justificar qualquer comportamento.
Significa procurar compreender o mecanismo antes de decidir como intervir.
A Psicologia Clínica da criança e do adolescente trabalha precisamente avaliação, intervenção e consulta considerando tanto o jovem como a sua família e contexto.
Adolescentes Psicologia: Quando a Desobediência Deixa de Ser Apenas Conflito com os Pais?
Em adolescentes psicologia, discordar dos pais não é uma doença.
A procura de autonomia exige precisamente começar a dizer:
“Eu quero decidir.”
Um certo conflito é inevitável.
O problema aparece quando existe uma escalada persistente e grave.
Por exemplo:
ameaças;
violência;
destruição;
comportamentos perigosos;
fugas;
consumo problemático;
quebra generalizada de regras;
fracasso escolar;
conflitos em todos os ambientes.
É diferente de um adolescente discutir porque quer regressar a casa uma hora mais tarde.
A avaliação tenta perceber frequência, gravidade e contexto.
Não basta dizer:
“Ele é muito difícil.”
É necessário descobrir:
difícil quando, com quem e porquê?
Adolescentes Psicologia: Qual É a Relação Entre PHDA e Dificuldades na Adolescência?
Embora se fale frequentemente em PHDA em crianças, a PHDA não desaparece necessariamente na adolescência.
As dificuldades podem mudar de forma.
Uma criança muito hiperactiva pode tornar-se um adolescente menos fisicamente agitado, mas continuar a apresentar:
desorganização;
esquecimentos;
dificuldade em iniciar tarefas;
procrastinação;
impulsividade;
problemas de gestão do tempo;
dificuldade em manter atenção;
resultados escolares abaixo das capacidades.
Pode surgir um comentário frequente:
“Ele é inteligente, mas não trabalha.”
Nem sempre é preguiça.
Também nem toda a dificuldade de concentração é PHDA.
Ansiedade.
Depressão.
Sono insuficiente.
Stress.
Uso excessivo de ecrãs.
Dificuldades de aprendizagem.
Problemas familiares.
Tudo isto pode interferir com concentração.
É por isso que uma avaliação adequada é preferível à autodiagnose.
Adolescentes Psicologia: Quando as Dificuldades Escolares São um Sinal Psicológico?
As dificuldades escolares em adolescentes podem resultar de muitos factores.
Nem sempre significam falta de capacidade.
Um adolescente pode começar a ter maus resultados porque:
não consegue concentrar-se;
está ansioso;
está deprimido;
sofre bullying;
dorme quatro horas por noite;
tem dificuldades de aprendizagem;
está desmotivado;
não consegue organizar tarefas;
vive um conflito familiar;
ou está simplesmente num percurso académico que deixou de fazer sentido para ele.
A escola fornece, por isso, informação importante.
A queda de notas não é necessariamente o problema.
Pode ser o termómetro.
Uma consulta de psicologia para adolescentes procura perceber o que existe por trás dessa alteração e se é necessária avaliação psicológica, intervenção clínica, apoio psicopedagógico ou articulação com outros profissionais.
Adolescentes Psicologia: Como Se Constrói a Identidade na Adolescência?
A identidade na adolescência é uma das grandes tarefas desta fase.
“Quem sou eu?”
“O que quero?”
“Onde pertenço?”
“Que pessoa quero ser?”
O adolescente começa a separar mais claramente a identidade familiar da própria identidade.
Pode questionar valores.
Experimentar estilos.
Mudar de grupo.
Rever objectivos.
Explorar relações.
Isto pode inquietar os pais:
“Ele era completamente diferente.”
Em muitos casos, experimentar faz parte do desenvolvimento.
A Psicologia não deve transformar exploração normal em patologia.
O importante é perceber se existe sofrimento intenso, perda de funcionamento, risco ou uma dificuldade persistente que o adolescente não consegue gerir sozinho.
Adolescentes Psicologia: Como as Relações Familiares Influenciam o Adolescente?
As relações familiares na adolescência passam por uma renegociação.
A criança dependia mais directamente dos pais.
O adolescente quer autonomia.
Mas ainda precisa da família.
Esta tensão produz frases clássicas:
“Quero que confiem em mim.”
e, por vezes poucos minutos depois:
“Preciso que me venham buscar.”
Os pais também enfrentam uma mudança difícil.
Durante anos sabiam onde o filho estava, com quem estava e o que fazia.
Agora recebem uma porta fechada.
O objectivo não é escolher entre controlo absoluto e abandono total.
É adaptar a relação.
Dar autonomia progressiva.
Manter limites.
Continuar disponível.
E perceber que ouvir não significa necessariamente concordar.
Adolescentes Psicologia: Como os Pais Devem Falar Quando Percebem Que Existe um Problema?
Na área de adolescentes psicologia, a forma de iniciar uma conversa pode determinar aquilo que acontece a seguir.
Compare:
“Que se passa contigo? Estás impossível.”
com:
“Tenho reparado que tens estado mais isolado e pareces cansado. Estou preocupado contigo.”
A primeira começa por acusar.
A segunda começa por observar.
Outra diferença:
“Conta-me já o que aconteceu.”
versus:
“Não tens de contar tudo agora, mas quero que saibas que estou disponível.”
A SAMHSA recomenda que adultos adaptem a conversa à idade e ao desenvolvimento do jovem e criem espaço para abordar saúde mental de forma compreensível e segura.
Por vezes, a conversa precisa de acontecer várias vezes.
O primeiro:
“Não se passa nada”
não significa necessariamente que não se passe nada.

Adolescentes Psicologia: O Que os Pais Devem Evitar?
Em adolescentes psicologia, algumas respostas bem-intencionadas podem fechar rapidamente a comunicação.
“Na tua idade eu tinha problemas a sério.”
“Isso não é nada.”
“Tens tudo, não tens motivo para estar deprimido.”
“É o telemóvel.”
“É preguiça.”
“Estás assim porque queres.”
Mesmo quando os pais discordam da interpretação do adolescente, a emoção pode ser genuína.
Validar não significa dizer:
“Tens razão sobre tudo.”
Pode significar:
“Percebo que isto te está a fazer sofrer.”
Depois há espaço para pensar no problema.
Um adolescente que sente que precisa de defender a legitimidade das próprias emoções tem menos energia para falar sobre aquilo que realmente aconteceu.
Adolescentes Psicologia: Quando Levar um Adolescente ao Psicólogo?
A pergunta “quando levar um adolescente ao psicólogo?” não tem uma resposta baseada num único sintoma.
Pode ser útil procurar um psicólogo para adolescentes quando existe sofrimento persistente ou uma alteração que interfere com:
escola;
relações;
família;
sono;
alimentação;
actividades;
auto-estima;
capacidade de funcionar no quotidiano.
Também faz sentido quando os pais percebem:
“Já tentámos falar e não conseguimos chegar lá.”
Ou quando o adolescente diz directamente:
“Quero falar com alguém.”
Não é necessário esperar por uma crise grave.
A Psicologia Clínica infantil e adolescente inclui não apenas tratamento, mas também avaliação, prevenção e consulta.
Procurar ajuda cedo pode impedir que um problema ganhe raízes mais profundas.
Adolescentes Psicologia: Como Funciona uma Consulta de Psicologia para Adolescentes?
Uma consulta de psicologia para adolescentes procura criar um espaço em que o jovem possa falar sem sentir que está simplesmente perante mais um adulto a dizer-lhe o que deve fazer.
A avaliação pode explorar:
humor;
relações;
família;
escola;
sono;
comportamentos;
amizades;
bullying;
consumo;
concentração;
experiências recentes;
história de desenvolvimento.
Pode haver momentos com os pais e momentos individuais com o adolescente, dependendo da idade, do problema e do plano de acompanhamento.
O objectivo é equilibrar duas necessidades legítimas:
o adolescente precisa de espaço próprio;
a família pode ser essencial para a recuperação.
A Sua Clínica descreve precisamente o seu acompanhamento da adolescência como assente numa relação de confiança, respeitando a privacidade do adolescente e envolvendo a família na medida adequada.
Adolescentes Psicologia: A Consulta É Confidencial Para o Adolescente?
A confidencialidade é particularmente importante em adolescentes psicologia.
Um adolescente dificilmente falará livremente se acreditar que cada frase será imediatamente transmitida aos pais.
Ao mesmo tempo, tratando-se de menores, a confidencialidade tem limites clínicos, éticos e legais.
Boas práticas de saúde adolescente procuram criar oportunidades para o jovem falar em privado e explicam antecipadamente em que situações a segurança pode justificar a partilha de informação. As recomendações pediátricas contemporâneas defendem simultaneamente a importância da confidencialidade e o envolvimento parental adequado ao desenvolvimento e à situação, segundo a American Academy of Pediatrics.
Por isso, uma consulta não deve funcionar como:
“Os pais não podem saber nada.”
Nem como:
“Tudo aquilo que disseres será contado aos teus pais.”
Os limites devem ser explicados claramente desde o início.
Adolescentes Psicologia: Qual Deve Ser o Papel dos Pais na Psicoterapia?
Na psicoterapia para adolescentes, os pais não são necessariamente espectadores.
Mas também não são donos da sessão.
A participação depende do problema.
Se o adolescente está ansioso porque existe um conflito familiar permanente, trabalhar apenas com ele pode ser insuficiente.
Se existem dificuldades de organização em casa, os pais podem precisar de estratégias concretas.
Se o jovem precisa sobretudo de um espaço para falar de identidade e relações, demasiada intervenção parental pode prejudicar a abertura.
A investigação sobre colaboração familiar em serviços comportamentais para adolescentes aponta para benefícios da participação adequada dos cuidadores, embora a forma dessa participação precise de ser ajustada à situação e aos objectivos terapêuticos.
A pergunta não é:
“Os pais entram ou não entram?”
É:
“Que participação ajuda este adolescente?”
Adolescentes Psicologia: Como Funciona o Apoio Psicológico para Adolescentes?
O apoio psicológico para adolescentes não tem um formato único.
Depende daquilo que está a acontecer.
Num adolescente com ansiedade, pode trabalhar-se:
pensamentos de ameaça;
evitamento;
sintomas físicos;
estratégias de regulação;
exposição gradual a situações evitadas.
Num adolescente deprimido:
activação comportamental;
pensamentos negativos;
isolamento;
rotinas;
relações;
auto-estima.
Perante conflitos familiares:
comunicação;
limites;
autonomia;
negociação;
padrões de interacção.
Em problemas de comportamento:
gatilhos;
impulsividade;
consequências;
regulação emocional;
contexto familiar e escolar.
A intervenção psicológica deve adaptar-se ao problema real, não simplesmente à idade do paciente.
Adolescentes Psicologia: Psicologia Infantil e Psicologia do Adolescente São Iguais?
A psicologia infantil e a área de adolescentes psicologia pertencem ao mesmo grande campo da Psicologia Clínica da criança e do adolescente, mas a intervenção precisa de respeitar diferenças de desenvolvimento.
Com uma criança mais pequena, brincar e actividades estruturadas podem desempenhar um papel importante na comunicação.
Com um adolescente, a relação tende a aproximar-se mais de uma conversa terapêutica adulta, mas mantendo atenção às características desta fase.
Autonomia.
Identidade.
Grupo de pares.
Relação parental.
Escola.
Primeiras relações íntimas.
O especialista precisa de compreender a adolescência, não apenas aplicar técnicas de adultos a pessoas mais novas.
É precisamente esta perspectiva desenvolvimental que a Psicologia Clínica da infância e adolescência sublinha.
Adolescentes Psicologia: Quando É Necessário Encaminhamento Para Outros Profissionais?
Nem todos os problemas apresentados numa consulta de adolescentes psicologia devem ser tratados exclusivamente em Psicologia.
Pode ser necessário encaminhamento médico quando existem, por exemplo:
alterações físicas significativas;
suspeita de condição neurológica;
problemas graves de sono;
questões relativas a alimentação ou peso;
efeitos de substâncias;
necessidade de avaliação clínica adicional.
Da mesma forma, dificuldades escolares podem exigir articulação com escola, neuropsicologia, terapia da fala ou outros profissionais, consoante o caso.
Na presença de sintomas que possam exigir avaliação psiquiátrica ou tratamento médico, o psicólogo deve efectuar o encaminhamento externo apropriado.
Encaminhar não significa que a Psicologia falhou.
Significa que o problema está a ser tratado com a competência necessária.
Adolescentes Psicologia: Quando Existe uma Situação Urgente?
Há situações em adolescentes psicologia em que não se deve esperar simplesmente pela próxima consulta regular.
É necessária ajuda urgente se o adolescente:
fala em suicídio;
tem um plano para se matar;
se auto-agride com risco significativo;
ameaça seriamente outra pessoa;
está em perigo por abuso ou violência;
apresenta comportamento tão desorganizado que não é possível garantir a sua segurança.
Sinais como auto-agressão, ideação suicida e alterações graves do comportamento devem ser levados a sério. Fontes clínicas de saúde juvenil recomendam avaliação imediata quando existe risco de segurança.
Em Portugal, perante perigo imediato, deve contactar o 112.
Numa situação de risco, a prioridade é segurança – não esperar que “passe”.

Adolescentes Psicologia: Como a Sua Clínica Pode Ajudar?
Na Sua Clínica, o acompanhamento psicológico de adolescentes procura criar um espaço próprio de confiança, respeitando a privacidade do jovem e envolvendo a família de forma ajustada ao caso. A clínica disponibiliza psicólogos que acompanham adolescência e permite actualmente marcação de consultas online directamente através do website.
Pode fazer sentido procurar acompanhamento perante:
ansiedade em adolescentes;
depressão em adolescentes;
baixa auto-estima em adolescentes;
dificuldades escolares em adolescentes;
isolamento;
problemas de comportamento;
dificuldades de concentração;
questões de identidade;
conflitos familiares;
ou simplesmente quando algo mudou e a família não consegue perceber o que está a acontecer.
O primeiro objectivo não é colocar uma etiqueta.
É compreender.
Adolescentes Psicologia: O Essencial Para Pais Que Não Sabem Se Devem Procurar Ajuda
Na pesquisa “adolescentes psicologia”, talvez a pergunta mais frequente dos pais seja:
“Isto é normal ou devo preocupar-me?”
Não existe uma fronteira matemática.
Mas três perguntas ajudam:
Mudou?
Persiste?
Está a interferir com a vida?
Um adolescente fechar a porta do quarto não significa depressão.
Um adolescente discutir com os pais não significa uma perturbação do comportamento.
Uma má nota não significa PHDA.
Ter medo antes de um exame não significa uma perturbação de ansiedade.
Mas quando várias mudanças persistem, aumentam ou afectam escola, amigos, família, sono, alimentação, segurança ou qualidade de vida, vale a pena olhar mais de perto.
A Psicologia Clínica da criança e do adolescente adopta precisamente uma perspectiva de desenvolvimento e contexto: o adolescente deve ser compreendido dentro da sua idade, história, família, escola e relações, não através de um sintoma isolado.
Os pais não precisam de saber antecipadamente qual é o diagnóstico.
Nem sequer precisam de saber se existe um diagnóstico.
É suficiente perceber:
“O meu filho está a ter dificuldades e aquilo que estamos a fazer em casa já não está a chegar.”
Nesse momento, procurar um psicólogo para adolescentes pode ser o próximo passo.
Na Sua Clínica, uma consulta pode ajudar a perceber aquilo que o adolescente está a viver, quais os factores que mantêm a dificuldade, que papel a família pode desempenhar e se é necessário outro tipo de avaliação ou encaminhamento.
Porque, durante a adolescência, uma porta fechada pode significar apenas:
“Quero estar sozinho.”
Mas às vezes significa:“Não sei como explicar o que se passa comigo.”